segunda-feira, 30 de junho de 2008

um Novo "Big Stick"?

Os Estados Unidos reativaram sua IV frota naval, conforme matéria publicado no jornal Le Monde Diplomatique Brasil,edição de julho de 2008. Seria apenas mais uma notícia sobre o poderio bélico norte-americano e motivo de preocupação para os países sul-americanos,pois quando olhamos para a história da América Latina e a política agressiva dos EUA para a região sob a liderança do presidente Theodore Roosevelt, defensor da "política do grande porrete", fica evidente a cultura belicista e intervencionista norte-americana para a região. É atribuída a esse governante a frase:"Com os latinos fale manso, mas tenha sempre um porrete à mão."

Primeiro eles mostraram as armas,hoje,em matéria publicada em"O Globo" no caderno de economia,o senhor Carl Meacham,assessor sênior da Comissão de Relações Exteriores do Senado norte-americano defendeu uma aproximação maior entre os políticos brasileiros norte-americanos falando que é importante existir uma agenda específica para o legislativo dos dois países. Ele disse que se os brasileiros querem derrubar as tarifas sobre o etanol brasileiro ,precisam conversar com o Congresso dos EUA,pois é por lá que estas decisões passam.

Negociações, conversas,aproximação econômica mas, em meio a esse discurso a IV Frota Naval está a postos. As bases militares norte-americanas em El Salvador,Paraguai, entre outras, estão ativas e o orçamento para a indústria bélica nos EUA continua elevado. É preciso que os governos sul-americanos estejam atentos e coesos para não serem surpreendidas por ações divisionistas como,no passado, o apoio que os EUA deram ao Panamá, então território que integrava a Colômbia, para que este se tornasse um Estado Independente.

A Colômbia tem servido aos propósitos políticos norte-americanos mas o seu isolacionismo crescente pode fazer com que o presidente Uribe reveja sua política externa e, no conjunto das questões que se apresentam,dos novos desafios que estão diretamente ligados a temas de ordem geoeconômica,a criação de um Conselho de Defesa do Cone Sul, e uma maior aproximação com a Comunidade Européia são desafios que se impõe no plano das Relações Exteriores das nações sul-americanas.


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