Uma das guerrilhas mais antigas em atividade na América do Sul, as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia tiveram um projeto de revolução, a exemplo do que aconteceu em outros países, especialmente após o êxito da Revolução Cubana em 1959.
Na década de 1970 houve a vitória da Frente Sandinista de Revolução Nacional, que conseguiu tomar o poder na Nicarágua pondo fim à ditadura da família Somoza que governou o país por mais de 40 anos.Houve novo sopro revolucionário e em El Salvador a Frente Farabundo Martí de Libertação não consegiu tomar o poder graças ao apoio que os EUA deram ao governo salvadorenho. O Sendero Luminoso,no Perú também experimentou significativo crescimento.No entanto,além da Nicarágua, que enfrentou grupos contra-revolucionários apoiados pelo governo de Ronald Reagan e onde os desgastes fizeram com que os sandinistas perdessem as eleições e Violeta Chamorro,oposicionista ao governo revolucionário, conquistou o poder.A FSLN converteu-se em partido político e, nas últimas eleições retornou ao poder pela via democrática com a eleição de Daniel Ortega.
As FARC não conseguiram tomar o poder.Sem recursos, aliaram-se ao narcotráfico e abandonando as práticas guerrilheiras clássicas,enfrentando o poder organizado, converteram-se em criminosos comuns travestidos de guerrilheiros.Além das relações com o narcotráfico passaram a praticar seqüestros e difícilmente poderiam ser associadas a um movimento guerrilheiro porque distanciaram-se daqueles ideais de socialismo, liberdade, igualdade e justiça que moveram as revoluções socialistas no passado.
Novos projetos de socialismo levaram ao poder os presidentes da Bolívia, Evo Morales, do Equador, Rafael Correa e, mais rcentemente um esquerdista, Fernando Lugo, foi eleito presidente do Paraguai. Além destes projetos, há o governo de Hugo Chaves na Venezuela,Cristina Kirchner, na Argentina e Luís Inácio Lula da Silva, no Brasil, que também representaram a ascensão de regimes de esquerda ao poder.Em todos esses casos, prevaleceu a via democrática.
A realidade política latinoamericana não comporta mais aventuras golpistas e imposições ditatoriais e dentro desta conjuntura as FARC perderam sua função e não conseguem mais justificar a própria existência. O governo colombiano está certo em não negociar e, se não tiverem apoio de outros governos, as FARC vão ter que escolher a via democrática ou se extinguir.
O Estado Democrático de Direito não convive com práticas guerrilheiras que nada tem a ver com a democracia. As lutas contra as ditaduras em outros momentos históricos da América Latina justificaram a existência da luta armada como alternativa para a conquista do poder. Não há mais razão para a luta armada, o que se afirmou no Continente Americano foi a Democracia e, sendo assim, é preciso rechaçar ações armadas pois estas já não condizem mais com a realidade política da região.
Na década de 1970 houve a vitória da Frente Sandinista de Revolução Nacional, que conseguiu tomar o poder na Nicarágua pondo fim à ditadura da família Somoza que governou o país por mais de 40 anos.Houve novo sopro revolucionário e em El Salvador a Frente Farabundo Martí de Libertação não consegiu tomar o poder graças ao apoio que os EUA deram ao governo salvadorenho. O Sendero Luminoso,no Perú também experimentou significativo crescimento.No entanto,além da Nicarágua, que enfrentou grupos contra-revolucionários apoiados pelo governo de Ronald Reagan e onde os desgastes fizeram com que os sandinistas perdessem as eleições e Violeta Chamorro,oposicionista ao governo revolucionário, conquistou o poder.A FSLN converteu-se em partido político e, nas últimas eleições retornou ao poder pela via democrática com a eleição de Daniel Ortega.
As FARC não conseguiram tomar o poder.Sem recursos, aliaram-se ao narcotráfico e abandonando as práticas guerrilheiras clássicas,enfrentando o poder organizado, converteram-se em criminosos comuns travestidos de guerrilheiros.Além das relações com o narcotráfico passaram a praticar seqüestros e difícilmente poderiam ser associadas a um movimento guerrilheiro porque distanciaram-se daqueles ideais de socialismo, liberdade, igualdade e justiça que moveram as revoluções socialistas no passado.
Novos projetos de socialismo levaram ao poder os presidentes da Bolívia, Evo Morales, do Equador, Rafael Correa e, mais rcentemente um esquerdista, Fernando Lugo, foi eleito presidente do Paraguai. Além destes projetos, há o governo de Hugo Chaves na Venezuela,Cristina Kirchner, na Argentina e Luís Inácio Lula da Silva, no Brasil, que também representaram a ascensão de regimes de esquerda ao poder.Em todos esses casos, prevaleceu a via democrática.
A realidade política latinoamericana não comporta mais aventuras golpistas e imposições ditatoriais e dentro desta conjuntura as FARC perderam sua função e não conseguem mais justificar a própria existência. O governo colombiano está certo em não negociar e, se não tiverem apoio de outros governos, as FARC vão ter que escolher a via democrática ou se extinguir.
O Estado Democrático de Direito não convive com práticas guerrilheiras que nada tem a ver com a democracia. As lutas contra as ditaduras em outros momentos históricos da América Latina justificaram a existência da luta armada como alternativa para a conquista do poder. Não há mais razão para a luta armada, o que se afirmou no Continente Americano foi a Democracia e, sendo assim, é preciso rechaçar ações armadas pois estas já não condizem mais com a realidade política da região.
Um comentário:
Oi Linho, achei legal o comentário e concordo contigo.Acho um bom assunto para a monografia do Davi.Ele poderia fazer um paralelo sobre os grupos revolucionários na América Latina.Sugere para ele com outro título talvez.
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