Machado de Assis escreve memórias póstumas e recheia o livro com digressões de um defunto-autor que faz uma espécie de inventário de sua vida e avalia vários acontecimentos tecendo considerações sobre a sociedade da época,as novas idéias que estavam surgindo e como ele as compreendia.
O Humanitismo exposto por Quincas Borba tinha idéias relacionadas ao darwinismo, a sobrevivência dos mais fortes,as idéias de Cesare Lombroso que analisavam causas físicas para a criminalidade, que no Brasil teve como principal seguidor o médico baiano Raymundo Nina Rodrigues, que acrescentou às teorias de seu colega italiano,conceitos racistas e acreditava,por exemplo, que os mulatos eram mais propensos a crimes sexuais porque herdavam dos negros a intensa libido e um comportamento dado à luxúria.
A primeira mulher por quem Brás Cubas se apaixonou foi uma cortesã de nome Marcela. Ela o amou durante 15 meses e onze contos de réis, uma quantia de dinheiro considerável a tal ponto o pai do jovem apaixonado decide mandá-lo estudar em Coimbra porque era mais barato mandar o filho para Portugal do que continuar sustentando os luxuosos presentes que ele dava para sua amada.
Aprendeu algumas coisas na Universidade de Coimbra, mas tratou os estudos com o desdém de quem cumpre uma obrigação enfadonha. Ao descrever sua relação com Marcela,Brás Cubas deixa evidente que tudo se baseava em dinheiro,não havia espaços para suspiros românticos.
Ter boas relações e conquistar prestígio, isso era ao que Brás Cubas deveria se dedicar e, se o caminho para seus projetos passava por um casamento, ele estava disposto a fazer esse sacrifício mas também isso não acontece e, aquela com quem se casaria casou-se comoutro,mas tempos depois, Virgília tornou-se sua amante e, também neste aspecto Machado destrói mitos românticos. Há um marido traído, uma alcoviteira e um amante que delicia-se ao saber que o marido de Virgília havia recusado um cargo público porque a nomeação foi publicada no diário oficial em um dia 13 e ele, supersticioso, invocou outras razões mas, para a própria mulher comentou que o problema era o dia 13, esse número lhe causava maus presságios,muitos tinham sido os acontecimentos funestos em sua vida ocorridas nesta data.Brás Cubas divertiu-se em saber que, além de marido traído,o esposo de Virgília era um homem supersticioso e esta era uma inequívoca demonstração de ignorância.
O tempo da ciência, do conhecimento, não davam espaços para as superstições e crenças. Brás Cubas era um cético narcisista,pois essa era a verddeira naturea humana e,mesmo que na infância a mãe tentasse ensinar valores cristãos ao filho, a condescendência paterna para as pequenas maldades praticadas no decorrer de um dia e apagadas pelas preces noturnas,forjaram o homem no qual Brás Cubas se converteu, o que é muito bem exposto no capítulo XI "O menino é o pai do homem".
Ao avaliar sua existência, Brás Cubas alegra-se por não haver tido filhos, não deixar a ninguém, o legado da miséria de sua existência. Dessa forma,usando uma narrativa que não é cronológica mas segue as lembranças do narrador conforme a importância que ele atribuía a elas,Machado de Assis inovou em seu romance e ao mesmo tempo declarou que a natureza humana,na forma das pessoas que ele encontrou e com quem se relacionou era por demais mesquinha e não deixar herdeiros era o mesmo que dizer que a continuidade da raça não se justificava.
A primeira mulher por quem Brás Cubas se apaixonou foi uma cortesã de nome Marcela. Ela o amou durante 15 meses e onze contos de réis, uma quantia de dinheiro considerável a tal ponto o pai do jovem apaixonado decide mandá-lo estudar em Coimbra porque era mais barato mandar o filho para Portugal do que continuar sustentando os luxuosos presentes que ele dava para sua amada.
Aprendeu algumas coisas na Universidade de Coimbra, mas tratou os estudos com o desdém de quem cumpre uma obrigação enfadonha. Ao descrever sua relação com Marcela,Brás Cubas deixa evidente que tudo se baseava em dinheiro,não havia espaços para suspiros românticos.
Ter boas relações e conquistar prestígio, isso era ao que Brás Cubas deveria se dedicar e, se o caminho para seus projetos passava por um casamento, ele estava disposto a fazer esse sacrifício mas também isso não acontece e, aquela com quem se casaria casou-se comoutro,mas tempos depois, Virgília tornou-se sua amante e, também neste aspecto Machado destrói mitos românticos. Há um marido traído, uma alcoviteira e um amante que delicia-se ao saber que o marido de Virgília havia recusado um cargo público porque a nomeação foi publicada no diário oficial em um dia 13 e ele, supersticioso, invocou outras razões mas, para a própria mulher comentou que o problema era o dia 13, esse número lhe causava maus presságios,muitos tinham sido os acontecimentos funestos em sua vida ocorridas nesta data.Brás Cubas divertiu-se em saber que, além de marido traído,o esposo de Virgília era um homem supersticioso e esta era uma inequívoca demonstração de ignorância.
O tempo da ciência, do conhecimento, não davam espaços para as superstições e crenças. Brás Cubas era um cético narcisista,pois essa era a verddeira naturea humana e,mesmo que na infância a mãe tentasse ensinar valores cristãos ao filho, a condescendência paterna para as pequenas maldades praticadas no decorrer de um dia e apagadas pelas preces noturnas,forjaram o homem no qual Brás Cubas se converteu, o que é muito bem exposto no capítulo XI "O menino é o pai do homem".
Ao avaliar sua existência, Brás Cubas alegra-se por não haver tido filhos, não deixar a ninguém, o legado da miséria de sua existência. Dessa forma,usando uma narrativa que não é cronológica mas segue as lembranças do narrador conforme a importância que ele atribuía a elas,Machado de Assis inovou em seu romance e ao mesmo tempo declarou que a natureza humana,na forma das pessoas que ele encontrou e com quem se relacionou era por demais mesquinha e não deixar herdeiros era o mesmo que dizer que a continuidade da raça não se justificava.
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