Ontem houve na orla da zona sul do Rio de Janeiro,em Ipanema e Copacabana,a passeata do orgulho gay,e os organizadores estimam que houve mais de 1,5 milhão de pessoas,enquanto a polícia militar declarou que eram em torno de 500 mil.De toda forma era mesmo muita gente.Uma demonstração de civilidade e tolerância em grande escala.
Os manifestantes defendiam a aprovação de um projeto de lei que tramita no Congresso Nacional que torna crime a homofobia e contra o qual a bancada evangélica está lutando,tendo inclusive o senador Magno Malta declarado recentemente que a aprovação desse projeto abriria caminho para outros grupos que poderiam também impor pela lei aquilo que seria contrário às leis de Deus.
Apesar de dizerem em contrário,é fato de que o Brasil é um país bastante tolerante e a diversidade é vista com menos reservas do que em lugares como os Estados Unidos,por exemplo. Mas a importação de algumas práticas pode gerar desvios,um desses casos é a política de cotas e a outra é a noção do "políticamente correto",que pode ser uma forma polida de segregação.
Domingas era uma senhora que trabalhava na casa de u amigo meu de infância. Nós combinávamos de nos encontrar na casa desse amigo e,dali íamos jogar basquete,andar de bicicleta,jogar fla-flu na csa de outro amigo comum.Era engraçado porque o michel,um dos outros meninos,era negro e gordo,mas ela vinha avisar que ele estava chamando sempre da mesma forma:"Paulo,Duardo,aquele amiguinho seu,um que é forte e moreninho,tá esperando pra vir jogar,vocês vão sair ou ele deixa a bicicleta na garagem e entra?"
Até hoje me diverte a lembrança porque Domingas era negra e obesa mas recusava-se a dizer que o menino era gordo e negro.Políticamente correta,nos anos 70?não,aquilo era da personalidade dela.Geraldo Magela,divertido humorista viajou pelo Brasil com um espetáculo: "Cego é a mãe". Ele é deficiente visual,mas recusa-se a permitir que digam que seja "portador de necessidades especiais",expressão cunhada para atender esse discurso do que seria apropriado,polido...
Um gordo é "pessoa com avantajado desenvolvimento de massa corpórea lateral",um anão "indivíduo com crescimento contido além do homem comum",o surdo "portador de deficiência auditiva",entre outras pérolas espalhadas por aí.Renomear não exclui as deficiências nem mesmo as torna toleráveis ou permite que as pessoas sejam aceitas com facilidade.Mas os brasileiros lidam bem com seus fantasmas e suas crises,é preciso refletir sobre isso.
Nos EUA,por conta da repressão comportamental,as piadasficaram restritas,e piorde tudo,as pessoas não paqueram nas ruas com medo de serem acusadas de assédio,imagine em plena praia,ou num calçadão,verão,rio 40 graus,e ninguém pode paquerar?falsos pudores,enigmáticas regras,podemos copiar aquilo que nos engrandece e ajuda a evoluir,não o que nos apequena e torna inseguros.
Os manifestantes defendiam a aprovação de um projeto de lei que tramita no Congresso Nacional que torna crime a homofobia e contra o qual a bancada evangélica está lutando,tendo inclusive o senador Magno Malta declarado recentemente que a aprovação desse projeto abriria caminho para outros grupos que poderiam também impor pela lei aquilo que seria contrário às leis de Deus.
Apesar de dizerem em contrário,é fato de que o Brasil é um país bastante tolerante e a diversidade é vista com menos reservas do que em lugares como os Estados Unidos,por exemplo. Mas a importação de algumas práticas pode gerar desvios,um desses casos é a política de cotas e a outra é a noção do "políticamente correto",que pode ser uma forma polida de segregação.
Domingas era uma senhora que trabalhava na casa de u amigo meu de infância. Nós combinávamos de nos encontrar na casa desse amigo e,dali íamos jogar basquete,andar de bicicleta,jogar fla-flu na csa de outro amigo comum.Era engraçado porque o michel,um dos outros meninos,era negro e gordo,mas ela vinha avisar que ele estava chamando sempre da mesma forma:"Paulo,Duardo,aquele amiguinho seu,um que é forte e moreninho,tá esperando pra vir jogar,vocês vão sair ou ele deixa a bicicleta na garagem e entra?"
Até hoje me diverte a lembrança porque Domingas era negra e obesa mas recusava-se a dizer que o menino era gordo e negro.Políticamente correta,nos anos 70?não,aquilo era da personalidade dela.Geraldo Magela,divertido humorista viajou pelo Brasil com um espetáculo: "Cego é a mãe". Ele é deficiente visual,mas recusa-se a permitir que digam que seja "portador de necessidades especiais",expressão cunhada para atender esse discurso do que seria apropriado,polido...
Um gordo é "pessoa com avantajado desenvolvimento de massa corpórea lateral",um anão "indivíduo com crescimento contido além do homem comum",o surdo "portador de deficiência auditiva",entre outras pérolas espalhadas por aí.Renomear não exclui as deficiências nem mesmo as torna toleráveis ou permite que as pessoas sejam aceitas com facilidade.Mas os brasileiros lidam bem com seus fantasmas e suas crises,é preciso refletir sobre isso.
Nos EUA,por conta da repressão comportamental,as piadasficaram restritas,e piorde tudo,as pessoas não paqueram nas ruas com medo de serem acusadas de assédio,imagine em plena praia,ou num calçadão,verão,rio 40 graus,e ninguém pode paquerar?falsos pudores,enigmáticas regras,podemos copiar aquilo que nos engrandece e ajuda a evoluir,não o que nos apequena e torna inseguros.
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