domingo, 12 de outubro de 2008

Viver é Perigoso

Grande Sertão Veredas é um dos mais belos romances brasileiros já produzidos.Guimarães Rosa soube trazer o interior de Minas té nós de uma maneira poética e didática.Reuniu as palavras traçando uma aquarela perfeita na qual os personagens são,mais do que apresentados,retratados em detalhes muito ricos.
Riobaldo narra as agruras e dificuldades de um sertanejo até então desconhecido.Os sertanejos do nordeste,as agruras da caatinga já haviam sido retratadas por José de Alencar e depois,cobrindo a guerra de Canudos,na Bahia,pelo jornalista Euclides da Cunha.
Ao longo da narrativa,em diferentes situações Riobaldo descreve momentos nos quais sua vida esteve ameaçada e após ter se salvado,terminava dizendo:Viver é perigoso.A noção de perigo não era apenas em relação a conflitos mas também quando falava das pessoas,do convívio,de interesses mesquinhos e sentimentos pequenos.
A vida do sertanejo é simples,rude e na época descrita no livro a política era marcada pelos chefes locais,disputas armadas,grupos de jagunços,que é o período da República Velha(1905-1930).Naquele período,com votos de cabresto e interesses particulares,a política era prrivilégio de muito poucos,em torno de 2% da população tinha direito a voto.Viver era Perigoso.
Sei que esse é o ano do centenário de Machado de Assis,mesmo assim queria fazer essa tardia homenagem a um escritor brilhante e autor de uma das mais belas obras da litertura brasileira,confesso apenas que é interessante pensar em Grande Sertão Veredas traduzido para o alemão...como deve ter sofrido o tradutor.


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