As pessoas tem preconceito com as novelas em geral e,homem não costuma confessar que vê novela,assim como depois dos 20 passa a comprar a revista Plaiboy pelas entrevistas.Pode até saber algo da novela porque estava esperando o programa seguinte ou a esposa acompanha,ou poque as filhas gostam de um ator que atua em alguma novela,entre outras desculpas.
Meus pais me ensinaram o valor dos livros e o prazer da leitura.Gostavam muito de ler e eu adquiri esse saudável hábito.Em casa também víamos televisão e lembro que uma das primeiras novelas que assisti foi "Irmãos Coragem" com Tarcísio Meira,Cláudio Cavalcanti entre outros excelentes atores.A trama de ambição,ganância,disputas,era interessante e assim como os livros de Alexandre Dumas,prendia a atenção porque desenvolvia-se lentamente.
Anos depois,"Selva de Pedra"também chamava minha atenção e minha irmã acompanhava a trama e eu também assistia.Nas novelas,como nos filmes,eu também gostava das músicas e nesse aspecto e na parte da diversão, "O Bem Amado"foi maravilhosa novela com trilha sonora de Vinícius de Moraes e Toquinho.
O tempo passou,as tramas mudaram mas o fato é que enquanto Dias Gomes,Janete Clair e Ferreira Gullar contribuíam e escreviam as novelas da Rede Globo,havia inteligência e bom gosto na escolha da trilha sonora,na abordagem dos temas e continuei,embora com menos assiduidade e cuidado acompanhando as novelas,falando sobre "O ciclo mítico do herói da telenovela"vendo imagens e cenas que tinham como fundo musical composições de Caetano Veloso,Djavam,Chico Buarque, Tom Jobim,Vinícius de Moraes e,as trilhas sonoras internacionais também eram de bom gosto.
A novela "Que Rei Sou Eu?" viajou na história da Revolução Francesa com muito bom gosto e soube abordar o tema.Também houve outras novelas de época,abordagem de problemas sociais relevantes em que a televisão conseguiu ter também uma função social. Mas devo confessar que de uns tempos pra cá algumas coisas me aborreceram porque trataram o telespectador como se ele fosse completamente ignorante.Exemplificarei:
Em "Senhora do Destino",a trama começa com uma mulher nordestina chegando ao Rio de Janeiro em 1968,no dia em que acontecia uma passeata contra o regime militar.O AI-5,o mais violento dos atos institucionais editado pela ditadura que governou o Brasil entre 1964 e 1985,foi editado em dezembro de 1968.Naquele ano,a personagem chegou ao Rio com 3 filhos e uma bebezinha de colo recém nascida.A bebezinha foi roubada.O tempo avança na novela,chegam ao ano 2000 e aquela bebezinha,adulta,é interpretada por uma Carolina Diekman,na trama uma moça de uns 20 anos,e seus irmãos mais velhos,estavam na casa dos 40 anos.raciocínio simples.2000-1968,são 32 anos,seria a idade mínima para a bebezinha desaparecida e qunto aos seus irmãos,o mais novo estaria próximo aos 40 anos e a mãe,seria uma senhora de uns 65 anos, sendo bastante condescendente.Bom,Carolina Diekman e Dado Dolabella eram filhos de Suzana Vieira.Foi uma sequência de erros lastimável.
Na novela Celebridade,a noiva herdou direitos sobre a música do noivo que morreu antes de casar.Bom,sem testamento,havendo ascendentes ou descendentes,a futura cônjuge não é herdeira,basta olhar o Código Civil e,na dúvida consulte alguém a esse respeito.Outros erros sobre herança e sucessões foram cometidos também nessa novela.
E mais recentemente, duas novelas que estão sendo exibidas tratam o telespectador como ignorante: 3 irmãs mostra Carolina Diekman como uma jovem surfista,mais apropriado uma balzaquiana que surfa...Na novela "A Favorita"falavam de revolução e luta armada,como fatos recentes.Hava até mesmo uma presa política.Bom,considerando que a Lei da Anistia foi em 1979 e muitos exilados regressaram ao Brasil pouco depois,é um erro de localização temporal imperdoável.
Tantas novelas depois,trilhas sonoras lindas,e agora vejo cenas pobres,enredos repetitivos,uma pergunta que se torna cansativa:"quem matou..."Desde "O Astro"quando usaram a fórmula em "Quem matou Salomão Ayalla?"repetiram algumas vezes a fórmula e não consegue mais o mesmo efeito desde que a impagável "Odete Roitman"interpretada por Beatriz Segall chegou a ganhar a capa da Revista Veja.
Ainda gosto de novelas,mas sem dúvida hoje minha atenção concentra-se muito mais nos repetidos erros e nas falhas de continuidade do que na qualidade do enredo e nas boas escolhas musicais,coisa que anda cada vez mais rara,especialmente nas produções da Rede Globo.Penso que talvez fosse hora de diretores da emissora do jardim Botânico refletirem sobre o rumo que suas produções tem tomado.
Meus pais me ensinaram o valor dos livros e o prazer da leitura.Gostavam muito de ler e eu adquiri esse saudável hábito.Em casa também víamos televisão e lembro que uma das primeiras novelas que assisti foi "Irmãos Coragem" com Tarcísio Meira,Cláudio Cavalcanti entre outros excelentes atores.A trama de ambição,ganância,disputas,era interessante e assim como os livros de Alexandre Dumas,prendia a atenção porque desenvolvia-se lentamente.
Anos depois,"Selva de Pedra"também chamava minha atenção e minha irmã acompanhava a trama e eu também assistia.Nas novelas,como nos filmes,eu também gostava das músicas e nesse aspecto e na parte da diversão, "O Bem Amado"foi maravilhosa novela com trilha sonora de Vinícius de Moraes e Toquinho.
O tempo passou,as tramas mudaram mas o fato é que enquanto Dias Gomes,Janete Clair e Ferreira Gullar contribuíam e escreviam as novelas da Rede Globo,havia inteligência e bom gosto na escolha da trilha sonora,na abordagem dos temas e continuei,embora com menos assiduidade e cuidado acompanhando as novelas,falando sobre "O ciclo mítico do herói da telenovela"vendo imagens e cenas que tinham como fundo musical composições de Caetano Veloso,Djavam,Chico Buarque, Tom Jobim,Vinícius de Moraes e,as trilhas sonoras internacionais também eram de bom gosto.
A novela "Que Rei Sou Eu?" viajou na história da Revolução Francesa com muito bom gosto e soube abordar o tema.Também houve outras novelas de época,abordagem de problemas sociais relevantes em que a televisão conseguiu ter também uma função social. Mas devo confessar que de uns tempos pra cá algumas coisas me aborreceram porque trataram o telespectador como se ele fosse completamente ignorante.Exemplificarei:
Em "Senhora do Destino",a trama começa com uma mulher nordestina chegando ao Rio de Janeiro em 1968,no dia em que acontecia uma passeata contra o regime militar.O AI-5,o mais violento dos atos institucionais editado pela ditadura que governou o Brasil entre 1964 e 1985,foi editado em dezembro de 1968.Naquele ano,a personagem chegou ao Rio com 3 filhos e uma bebezinha de colo recém nascida.A bebezinha foi roubada.O tempo avança na novela,chegam ao ano 2000 e aquela bebezinha,adulta,é interpretada por uma Carolina Diekman,na trama uma moça de uns 20 anos,e seus irmãos mais velhos,estavam na casa dos 40 anos.raciocínio simples.2000-1968,são 32 anos,seria a idade mínima para a bebezinha desaparecida e qunto aos seus irmãos,o mais novo estaria próximo aos 40 anos e a mãe,seria uma senhora de uns 65 anos, sendo bastante condescendente.Bom,Carolina Diekman e Dado Dolabella eram filhos de Suzana Vieira.Foi uma sequência de erros lastimável.
Na novela Celebridade,a noiva herdou direitos sobre a música do noivo que morreu antes de casar.Bom,sem testamento,havendo ascendentes ou descendentes,a futura cônjuge não é herdeira,basta olhar o Código Civil e,na dúvida consulte alguém a esse respeito.Outros erros sobre herança e sucessões foram cometidos também nessa novela.
E mais recentemente, duas novelas que estão sendo exibidas tratam o telespectador como ignorante: 3 irmãs mostra Carolina Diekman como uma jovem surfista,mais apropriado uma balzaquiana que surfa...Na novela "A Favorita"falavam de revolução e luta armada,como fatos recentes.Hava até mesmo uma presa política.Bom,considerando que a Lei da Anistia foi em 1979 e muitos exilados regressaram ao Brasil pouco depois,é um erro de localização temporal imperdoável.
Tantas novelas depois,trilhas sonoras lindas,e agora vejo cenas pobres,enredos repetitivos,uma pergunta que se torna cansativa:"quem matou..."Desde "O Astro"quando usaram a fórmula em "Quem matou Salomão Ayalla?"repetiram algumas vezes a fórmula e não consegue mais o mesmo efeito desde que a impagável "Odete Roitman"interpretada por Beatriz Segall chegou a ganhar a capa da Revista Veja.
Ainda gosto de novelas,mas sem dúvida hoje minha atenção concentra-se muito mais nos repetidos erros e nas falhas de continuidade do que na qualidade do enredo e nas boas escolhas musicais,coisa que anda cada vez mais rara,especialmente nas produções da Rede Globo.Penso que talvez fosse hora de diretores da emissora do jardim Botânico refletirem sobre o rumo que suas produções tem tomado.
Um comentário:
Li o texto .. só não vou comentar..rs Posso contar um segredo? nunca vi novela.. bjus "@.@"
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