Outro dia uma amiga me mandou uma mensagem e em sua cotidiana gentileza ela me disse que estaria viajando mas que ao voltar viria ler meus textos.Mas o que me deixou feliz foi que ela disse:"quando voltar nos lemos". Foi uma afirmação de cumplicidade,de alguém que vem a esse espaço e ao ler o que escrevo consegue me ler,compreender a pessoa que escreve.
Amizades que cultivamos,afetos agradáveis e,nesse caso particular,tem como fio condutor o gosto musical.Divergimos,creio eu,em alguns cantores e gêneros mas,as convergências são muito maiores e por isso acredito mesmo que possamos nos ler,porque aquilo que nos aproximou é uma extensa trilha sonora existencial.
Eu e minha esposa gostamos de Pablo Neruda,Chico Buarque,Victor Jara,Cat Stevens,Pablo Milanez,entre outros gostos comuns.Também concordamos que os romances de Jô Soares são ruins,que Arnaldo Jabour é um Paulo Francis sem a cultura e o conhecimento do original,que as pressões pelo que definem como políticamente correto podem nos levar a uma sociedade preconceituosa e sem humor,que o mundo é irracional quando numa crise compra dólares americanos e títulos do tesouro de um país que deve 52 trilhões de dólares,que Cem Anos de Solidão é um dos melhores romances já escritos e que a língua portuguesa deveria ser tratada com mais cuidado,porque a norma culta é válida e sim, Machado de Assis é imortal.Tantas coisas em comum sempre são boas na convivência diária.
Ler-se é também deixar-se descortinar pelo outro.Quando escrevo aqui sobre amigos,família,histórias de minha avó que está viva,dos sabores e cheiros,me traduzo àqueles que l6eem o que escrevo mas mesmo assim,nem todos conseguem ler a pessoa por detrás dos textos.
Amizades que cultivamos,afetos agradáveis e,nesse caso particular,tem como fio condutor o gosto musical.Divergimos,creio eu,em alguns cantores e gêneros mas,as convergências são muito maiores e por isso acredito mesmo que possamos nos ler,porque aquilo que nos aproximou é uma extensa trilha sonora existencial.
Eu e minha esposa gostamos de Pablo Neruda,Chico Buarque,Victor Jara,Cat Stevens,Pablo Milanez,entre outros gostos comuns.Também concordamos que os romances de Jô Soares são ruins,que Arnaldo Jabour é um Paulo Francis sem a cultura e o conhecimento do original,que as pressões pelo que definem como políticamente correto podem nos levar a uma sociedade preconceituosa e sem humor,que o mundo é irracional quando numa crise compra dólares americanos e títulos do tesouro de um país que deve 52 trilhões de dólares,que Cem Anos de Solidão é um dos melhores romances já escritos e que a língua portuguesa deveria ser tratada com mais cuidado,porque a norma culta é válida e sim, Machado de Assis é imortal.Tantas coisas em comum sempre são boas na convivência diária.
Ler-se é também deixar-se descortinar pelo outro.Quando escrevo aqui sobre amigos,família,histórias de minha avó que está viva,dos sabores e cheiros,me traduzo àqueles que l6eem o que escrevo mas mesmo assim,nem todos conseguem ler a pessoa por detrás dos textos.
2 comentários:
Ler seus textos virou um "vício".
Numa sociedade onde outros vícios são tão comuns, a leitura é o que poderíamos chamar de "vício do bem". Porque, através dela, com um pouco de sensibilidade, podemos "pressentir" quem escreve
Vc escreve com a alma.. parabéns .. consegue expressar seus sentimentos na entrelinhas.. bjus =/ "@.@" rs
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