sábado, 22 de novembro de 2008

Sem Desperdiçar o Blues do Djavan

Os desencontros da vida sao muitos e as rotinas cotidianas fazem com que nem sempre paremos para pensar no que poderia ter sido,como naqueles filmes dos quais falei outro dia.Mas as vezes acontecem reencontros saudáveis ou esclarecedores porque,muitas vezes em meio ao desencontro coisas não foram ditas ou,pior ainda,mal compreendidas.
Faz alguns anos mudei-me para o Rio de Janeiro. Havia vivido em Porto Alegre e antes disso,minha infância e adolescência foram passados em Brasília.Há um amigo desde o jardim de infância,tenho fotos nossas do "dia do índio",em que ostentávamos(ao menos nas fotos)colares feitos com macarrão e coloridos com tinta nanquin,mudei-me dentro de Brasília,fui para outra escola,um dia a professora avisa da chegada de um novo colega:era meu amigo do jardim,também mudou-se e viera estudar na mesma turma que eu.Ele tem uma irmã,na época uma menina quse de colo...bom,mais de 20 anos depois,numa festa de aniversário ouço uma voz que me leva de volta à infância,a bolos de côco recheados,me aproximei e aquela mulher,com duas filhinhas lindas era,vejam só,aquela menina de colo,a irmãzinha de meu querido amigo.
Encontros e reencontros,pessoas que permanecem mesmo quando distantes porque fazem parte de momentos preciosos e isso dá sentido à expressão: não desperdiçar os blues do Djavan.Saber valorizar os encontros,desejar reencontros,lastimar desencontros mas em cada uma dessas circunstâncias sempre é preciso tirar o melhor proveito do acontecido.
O reencontro com a meninaninha tornada mulher,mãe de filhas com olhres travessos me permitiu saber de meu migo que,tempos depois veio ao Rio e pudemos nos reencontrar e lembrar com risadas agradáveis memórias de infância valiosas para os dois.Não importa o tempo,nem quando pode acontecer um reencontro corretor de um desencontro que não deveria ter acontecido mas como não somos senhores do destino,apesar do livre arbítrio,precisamos acreditar que existem conspirações do universo destinadas a nos aproximar ou afastar das pessoas mesmo que não tenhamos a imediata compreensão do motivo desses acontecimentos.
Estar distante permite repensar e avaliar com mais clareza e isso aplica-se a pessoas e também aos problemas e,mesmo quando existem coisas que parecem boas,é bom poder distanciar-se e assim ver aquilo que a proximidade pode turvar e,muitas vezes,lembrar que tudo que velando se revela,que as vezes o oculto mostra mais do que aquilo que está exposto...
Se caetaneei ou Djavaneei nessas reflexões ainda não defini mas é certo que pensar em encontros,desencontros ou reencontros sempre produz ações reflexivas.

Um comentário:

Anônimo disse...

Nossa!!! esse nem dá para comentar, apenas me transportei para as entrelinhas e revivi um momento de minha vida. Parabéns vc é genial. =/ "@.@"