Mais uma novela da Rede Globo de Televisão chegou ao seu final e,na última semana de exibição aconteceram mais algumas cenas que deixaram explícito tratar-se de uma novela "datada"e não sei se a direção da emissora e principalmente,os anunciantes que pagam mais caro pelas inserções publicitárias no chamado: "horário nobre"perceberam que compraram um produto requentado.
Em jornalismo a expressão "requentada"em geral é utilizada para definir uma matéria que já foi publicada e mais tarde,com alguns retoques e pequenas atualizações,quando possíveis,novamente volta às manchetes como se fosse novidade.Ao usar a expressão como fiz acima,quiz falar de algo que foi escrito faz muito tempo,ganhou nova roupagem e locações atualizadas mas o fato de tratar-se de uma novela construída no início da década de 1970 é explícito para qualquer observador atento.Vou fazer três referências que corroboram essa afirmação:
1- Havia uma personagem vivida por Giulia Gam,que era presa política. A guerrilha no Brasil não foi além de 1973 e,a Lei da Anistia em 1979 acabou com a existência de presos políticos no Brasil;
2- Em outra cena a personagem Catarina,que viveu um casamento tumultuado,enquanto conversava com a irmã sobre ter descoberto o amor com Vanderlei e que nunca havia tido sexo tão bom, foi supreendida pela pergunta:
-Quer dizer entao que ele entende do riscado?
Uma expressão também fora do contexto do século XXI,que era usada no início da década de 1970;
3-Por fim, o personagem Cassiano conversava com sua avó e esta dava conselhos ao jovem sobre amor,vida e escolhas.Fala de sua própria vida e que casou sabendo que o marido amava outra mulher e,diz ela então ao neto:
-E agora,veja você,estou aqui,uma desquitada.
A lei que instituiu o divórcio no Brasil é de 1977 e,sim,havia um tom pejorativo e de fracasso quando se referiam a uma mulher como: desquitada.
Aí estão argumentos sobre ser uma novela "requentada"e os anunciantes e o público deveriam ser preservados desse tipo de engodo,porque a menos que seja indicado no começo,como fizeram por ocasião de Roque Santeiro,originalmente de 1975,adaptada da peça "O Berço do Herói", pelo mesmo autor,Dias Gomes,foi esclarecido que a versão apresentada depois era sobre as bases da primeira.Fizeram o mesmo com atualizações de "Anjo Mau", "Mulheres de Areia"e "Selva de Pedra".Por isso minha frustração em relaçao a "Favorita".
Além desses aspectos,há uma coisa que chamou atenção: A Capacidade sensual de conquista de Debora Secco que,contrariando as expectativas converteu "Orlandinho"um gay assumido em Hetero. Existem coisas no imaginário popular que não são verossímeis,entre coisas que o povo não viu ou tem conhecimento cito apenas três:
1-Enterro de Anão;
2-Assalto a Baiana do Acarajé;
3-Ex-Gay
Também nesse aspecto "A Favorita" mostrou seu distanciamento do público e sinceramente,se houvesse no Código de Defesa do Consumidor algum artigo adequado,apenas consigo pensar no que refere-se à venda de produtos fora do prazo de validade. A rede Globo vendeu aos seus anunciantes e ao público um produto com pelo menos,30 anos de atraso.
Em jornalismo a expressão "requentada"em geral é utilizada para definir uma matéria que já foi publicada e mais tarde,com alguns retoques e pequenas atualizações,quando possíveis,novamente volta às manchetes como se fosse novidade.Ao usar a expressão como fiz acima,quiz falar de algo que foi escrito faz muito tempo,ganhou nova roupagem e locações atualizadas mas o fato de tratar-se de uma novela construída no início da década de 1970 é explícito para qualquer observador atento.Vou fazer três referências que corroboram essa afirmação:
1- Havia uma personagem vivida por Giulia Gam,que era presa política. A guerrilha no Brasil não foi além de 1973 e,a Lei da Anistia em 1979 acabou com a existência de presos políticos no Brasil;
2- Em outra cena a personagem Catarina,que viveu um casamento tumultuado,enquanto conversava com a irmã sobre ter descoberto o amor com Vanderlei e que nunca havia tido sexo tão bom, foi supreendida pela pergunta:
-Quer dizer entao que ele entende do riscado?
Uma expressão também fora do contexto do século XXI,que era usada no início da década de 1970;
3-Por fim, o personagem Cassiano conversava com sua avó e esta dava conselhos ao jovem sobre amor,vida e escolhas.Fala de sua própria vida e que casou sabendo que o marido amava outra mulher e,diz ela então ao neto:
-E agora,veja você,estou aqui,uma desquitada.
A lei que instituiu o divórcio no Brasil é de 1977 e,sim,havia um tom pejorativo e de fracasso quando se referiam a uma mulher como: desquitada.
Aí estão argumentos sobre ser uma novela "requentada"e os anunciantes e o público deveriam ser preservados desse tipo de engodo,porque a menos que seja indicado no começo,como fizeram por ocasião de Roque Santeiro,originalmente de 1975,adaptada da peça "O Berço do Herói", pelo mesmo autor,Dias Gomes,foi esclarecido que a versão apresentada depois era sobre as bases da primeira.Fizeram o mesmo com atualizações de "Anjo Mau", "Mulheres de Areia"e "Selva de Pedra".Por isso minha frustração em relaçao a "Favorita".
Além desses aspectos,há uma coisa que chamou atenção: A Capacidade sensual de conquista de Debora Secco que,contrariando as expectativas converteu "Orlandinho"um gay assumido em Hetero. Existem coisas no imaginário popular que não são verossímeis,entre coisas que o povo não viu ou tem conhecimento cito apenas três:
1-Enterro de Anão;
2-Assalto a Baiana do Acarajé;
3-Ex-Gay
Também nesse aspecto "A Favorita" mostrou seu distanciamento do público e sinceramente,se houvesse no Código de Defesa do Consumidor algum artigo adequado,apenas consigo pensar no que refere-se à venda de produtos fora do prazo de validade. A rede Globo vendeu aos seus anunciantes e ao público um produto com pelo menos,30 anos de atraso.
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