domingo, 4 de janeiro de 2009

Novo Ano,Velhos Conflitos

Em uma nova ofensiva do exército israelense contra o grupo Hammas,na área da faixa de Gaza,produziu mais de 500 mortos na área palestina em apenas uma semana e,a julgar pela postura dos dois lados o conflito está longe de chegar ao fim e novamente a ONU é questionada uma vez que tem sua orígem após o término da Segunda Guerra Mundial e,em tese,deveria prevenir novos conflitos.
A criação do Estado de Israel aconteceu em 1948 após uma longa batalha do povo judeu por uma identidade físico-territorial.Na mesma oportunidade houve também uma decisão que reconhecia o direito do povo Palestino a ter seu próprio território mas,até hoje não foi implementado.
Os aspectos religiosos e ideológicos envolvidos nesse conflito que já se estende por décadas são um componente a mais,porque é preciso também analisar questões de natureza geopolítica que remontam à época da Guerra Fria.Para os EUA o Estado de Israel era um enclave político importante para o equilíbrío do controle político na região e ainda hoje esses interesses estão presentes nas disputas que ocorrem.
A filha de um dos dirigentes do Mossad,o serviço secreto israelense recusou-se a cumprir o serviço militar obrigatório,que no caso das mulheres em Israel é dedois anos.Foi presa junto com outros jovens que manifestaram a mesma objeção de consciência.É algo novo e que deve ser entendido como um avanço importante porque significa que muitos jovens em Israel e judeus ao redor do mundo,não apóiam mais essa política belicista de maneira incondicional.
Na época da Guerra do Vietnã,o maior boxeador de todos os tempos,Muhamad Ali(Cassius Clay antes de converter-se ao islamismo)também recusou-se a lutar na guerra,tinha objeções de consciência.Perdeu o título,que depois reconquistaria no ringue duas vezes,foi preso,acusado de não ser patriota.Enquanto os negros norte-americanos eram embarcados para o sudeste asiático,em seu próprio país eram segregados e sofriam intensa discriminação,havia uma guerra dentro do próprio país, o inimigo não era oriental e nem estava nas selvas do Vietnã e por isso Muhamad Alí enfrentou o sistema,como agora também o fazem esses jovens israelenses.
Acredito que a resistência dentro do sistema é a mais eficiente porque são pessoas comuns que vivem aquela realidade e demonstram sua insatisfação por ações concretas que levam otros a refletirem sobre um problema comum a todos e que não partence apenas aos burocratas que dirigem o país.
Espero que a comunidade internacional se mobilize e reflita que existe naquela parte do mundo uma guerra que precisa ser levada a bom termo porque nada mais justifica tantas mortes de civis,principalmente crianças,em nome de uma segurança que pode ser obtida através de bons serviços diplomáticos e com perspectivas diferentes em um mundo onde as transformações são cada vez mais rápidas e onde medidas econômicas e comerciais podem sermais eficientes do que bombas e morteiros.

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