Uma menina de apenas nove anos de idade,vítima de abuso sexual estava grávida de gêmeos e com o corpo ainda em desenvolvimento essa criança não tinha condições de levar adiante a gravidez que estava pondo sua vida em risco.Levada ao hospital o médico,cuidadoso e fiel ao juramento de Hipócrates,fez o que era melhor: interrompeu a gestação.
A Igreja Católica ameaçou o médico de excomunhão,protestou contra uma medida que visava preservar a vida de uma menina.O Código Penal Brasileiro não pune o aborto para casos em que a mulher seja vítima de violência sexual ou risco de morte da mãe.Nesse caso específico,havia a combinação dessas duas excludentes de culpabilidade.
Em tempos de AIDS,DSTs,a Igreja Católica ainda comete a insanidade de pregar contra o uso de preservativo.Gravidez na adolescência é um problema sério porque implica na opção pelo risco de não se prevenir.Não podemos ignorar a realidade e pensar que as pessoas vão se abster do sexo:elas vão morrer caso sigam as ordens da Igreja.Paradoxal porque Deus dá a vida e quer que a tratemos como um bem precioso.
Um estudo publicado no livro "Freaknomics,um economista políticamente incorreto" dá interessante análise sobre a diminuição da criminalidade em diferentes estados do EUA onde não houve a implementação de nenhuma política dos moldes da "Tolerância Zero"aplicada na cidade de N.York e que não resiste a um estudo mais aprofundado,como foi exposto em análise da Chicago Law Schol trazida até nós em 2001 pelo saudoso e brilhante criminologista italiano Alessandro Baratta,de quem tive a honra de ser aluno.
A redução da criminalidade estava diretamente relacionada aos estados onde a Lei que consentia na prática de aborto foi adotada primeiro.Em outras palavras,o direito de escolha fez diferença porque filhos indesejados serão abandonados e potencialmente podem converter-se,por absoluta falta de escolhas,em criminosos.
Ainda somos cercados por hipocrisias que precisam ser combatidas para que seja possível avançar em busca de uma sociedade melhor e,não adianta ameaçar as pessoas com a excomunhão ou o inferno,e ao mesmo tempo condená-las a morrerem de Aids.
A Igreja Católica ameaçou o médico de excomunhão,protestou contra uma medida que visava preservar a vida de uma menina.O Código Penal Brasileiro não pune o aborto para casos em que a mulher seja vítima de violência sexual ou risco de morte da mãe.Nesse caso específico,havia a combinação dessas duas excludentes de culpabilidade.
Em tempos de AIDS,DSTs,a Igreja Católica ainda comete a insanidade de pregar contra o uso de preservativo.Gravidez na adolescência é um problema sério porque implica na opção pelo risco de não se prevenir.Não podemos ignorar a realidade e pensar que as pessoas vão se abster do sexo:elas vão morrer caso sigam as ordens da Igreja.Paradoxal porque Deus dá a vida e quer que a tratemos como um bem precioso.
Um estudo publicado no livro "Freaknomics,um economista políticamente incorreto" dá interessante análise sobre a diminuição da criminalidade em diferentes estados do EUA onde não houve a implementação de nenhuma política dos moldes da "Tolerância Zero"aplicada na cidade de N.York e que não resiste a um estudo mais aprofundado,como foi exposto em análise da Chicago Law Schol trazida até nós em 2001 pelo saudoso e brilhante criminologista italiano Alessandro Baratta,de quem tive a honra de ser aluno.
A redução da criminalidade estava diretamente relacionada aos estados onde a Lei que consentia na prática de aborto foi adotada primeiro.Em outras palavras,o direito de escolha fez diferença porque filhos indesejados serão abandonados e potencialmente podem converter-se,por absoluta falta de escolhas,em criminosos.
Ainda somos cercados por hipocrisias que precisam ser combatidas para que seja possível avançar em busca de uma sociedade melhor e,não adianta ameaçar as pessoas com a excomunhão ou o inferno,e ao mesmo tempo condená-las a morrerem de Aids.
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