terça-feira, 10 de março de 2009

A Luta e a Legitimidade

A questão agrária no Brasil é bastante antiga e no início da década de 1980 o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra ocupou e conquistou a posse de uma área improdutiva no RS,a Fazenda Anoni,que tornou-se o marco inicial desse movimento na luta pela Reforma Agrária,terras para quem produz.
É legítimo o desejo de ser proprietário das terras nas quais de planta e produz.Unidades familiares espalharam-se em diferentes cantos do Brasil e sempre lutaram com muita dificuldade pela falta de crédito agrícola,os baixos preços,as variações climáticas e,muitas dessas famílias perederam suas propriedades e engrossaram as fileiras do MST.
Faz algum tempo observo que o movimento se deslegitima: invasões políticas,como ocorreu com a fazenda dos filhos de FHC durante o período em que este estava na presidência da República e,mais recente,as terras de Daniel Dantas,do Banco Oportunity.Além desses episódios,ataques à Aracruz Celulose e à Votorantin,em áreas de pesquisa,nada mais tinham a ver com a luta legítima pela reforma agrária.
Alegar que os quatro seguranças mortos em uma invasão no Pará foi ato de legítima defesa foi um escárnio para com o povo.O significado de uma agressão está diretamente relacionado ao grau e à intensidade da agressão à qual se deseja reagir.Mortos quatro homens que,mesmo que fossem os agressores foram convertidos em vítimas.Nada justifica tirar uma vida e depois tentar converter a vítima,morta e sem condições de se explicar,em agressor.
O MST recebe recursos públicos,deve ser fiscalizado e acompanhado e qundo suas ações são ilegais,deve ser criminalmente responsável com a identificação das pessoas que agiram a margem da lei.
Projetos de Reforma Agrária com coeficiente de terras,análise da disponibilidade,título de posse para quem permanece trabalhando a,caso venda a propriedade,vai para um cadastro porque voluntáriamente renunciou à propriedade.Precisa haver seriedade porque o dinheiro público vem do trabalho de todos.

Nenhum comentário: