quarta-feira, 8 de abril de 2009

O Delegado que Não Vendeu sua Alma

Havia uma ansiedade sentida nos corredores do Congresso Nacional onde,mais uma vez o delegado da polícia federal Protógenes Queiroz iria depôr perante a CPI do grampo telefônico, instalada após a suspeita de que o atual presidente do STF teve conversas ilegalmente gravadas.Embora não tenha até hoje aparecido o áudio das escutas em questão,foi um pretexto para tentar conter as ações da Polícia Federal,especialmente após a prisão do banqueiro Daniel Dantas.
O delegado foi prestar os esclarecimentos possíveis,porque existe o sigilo profissional e,se ele revelasse informações relacionadas a temas ainda sob investigação,o servidor público incorreria em crime.Lúcido e bem orientado por advogados que prestam serviço à associação da PF,o dr Protógenes foi altivo e digno em seu depoimento e,algo que achei bastante interessante foi que,todas as vezes em que referiu-se ao banqueiro Dantas ele foi específico:O banqueiro condenado.Repetiu essa frase à exaustão para deixar bem claro que aquele teatro que alguns deputados imaginavam ser o palanque ideal,seria utilizado por ele,Protógenes,para deixar claro à opinião pública o que estava em jogo: a independência e autonomia funcional de um delegado que recusou ums suborno bastante tentador:Um milhão de Reais.
muito a ser esclarecido e,até mesmo a hipotética gravação da conversa de um ministro(ora presidente) do STF e um deputado do DEM,jamais encontrada mas,útil para justificar uma CPI.Podem ter acontecido excessos cometidos pela PF,mesmo assim,desqualificar o acusador é uma tática bastante antiga e nesse momento,quem mais se interessa por essas cortinas de fumaça são aqueles que obtem Habeas Corpus do STF em 24 horas.
Outro dia escrevi sobre o acusado que,após ter sido condenado e ter a sentença transitada em julgado,pode ser sim,chamado de bandido e,todas as vezes em que o delegado Queiroz chamou o sr Daniel Dantas de : banqueiro condenado,ele estava dizendo: o banqueiro bandido.Como disseram "Os Titãs"em uma de suas músicas "Polícia é para quem precisa de polícia".

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