Em meus tempos como aluno nas escolas públicas de Brasília pelos idos de 1970/80,minha relação com a matemática nunca foi muito boa e,mesmo hoje tenho dificuldades com as mais elementares fórmulas e,o mais curioso nisso é que consigo calcular percentagens e interpretar determinadas situações lógicas por meios tortuosos mas que me levam a resultados satisfatórios.Mesmo assim,formei-me em história,fiz mestrado em criminologia e graduei-me em Direito e,aparentemente esse caminho nada tem a ver com a matemática.
Mas estudos em arqueologia requerem matemática,também em criminologia me vi tendo que analisar números relativos à minha pesquisa que relacionavam-se com renúncia fiscal.Depois,no curso de Direito,em matérias como Direito Empresarial,Sucessões,Direito Trabalhista e,mesmo em Direito Penal,havia números a serem analisados desde direitos trabalhistas até cálculos de aumento e diminuição de pena,prescrição, entre outros.
Nos anos 1990 tive a oportunidade de conhecer algumas mulheres interessantes e peculiares e,o mais bonito disso,eram professoras de matemática na escola onde eu lecionava história:Magali,Dolurdes,Jo,Maria Laura e Rosana são ótimas amigas das quais tenho saudades até hoje.Convivíamos,fazíamos política sindical e também militávamos no mesmo partido político,ao menos isso posso afirmar sobre as 3 primeiras.Elas inventaram um evento que reunia o pessoal da área delas,era a "Paella da Matemática" mas eu era um intruso bem aceito e,pensavam carinhosamente em mim quando decidiam as sobremesas.
Pensar nisso e na matemática faz com que eu reflita no quanto os números estão em nossas vidas e são tantos os cálculos que é preciso pensar nas coisas mais ou menos assim:
As paixões progridem aritméticamente mas em muitos momentos de nossas vidas as decepções com outros seres tem progressão geométrica.As equações sobre o futuro podem ser simples como as de primeiro grau ou,mais elaboradas para fórmulas nas quais as vezes mais pode se converter em menos e,nem sempre encontramos nosso mínimo divisor comum mas,se procuramos as sequências lógicas a vida pode ter fórmulas de Pareto ou Fibonacci mas,mesmo assim,nossos afetos são como o Teorema de Fermat,ainda por ser desvendado e,não importa se somos cristãos,budistas ou agnósticos,estamos sempre em busca de respostas existenciais.
Mas posso afirmar que,conviver com aquelas mulheres me fez muito bem e com certeza ajudou a desmistificar os números para mim mas,ainda tenho meus tropeços e confesso,aqueles que me conhecem sabem,prefiro as respostas que admitem um "mais ou menos"porque assim,sempre existe margem para o debate,mas sim,os números podem nos levar a debates bastante interessantes e gostaria que os professores que tive gostassem da matemática,quem sabe eu tivesse me envolvido mais afetivamente com ela,como o fiz com a história...bons professores sempre ajudam.
Mas estudos em arqueologia requerem matemática,também em criminologia me vi tendo que analisar números relativos à minha pesquisa que relacionavam-se com renúncia fiscal.Depois,no curso de Direito,em matérias como Direito Empresarial,Sucessões,Direito Trabalhista e,mesmo em Direito Penal,havia números a serem analisados desde direitos trabalhistas até cálculos de aumento e diminuição de pena,prescrição, entre outros.
Nos anos 1990 tive a oportunidade de conhecer algumas mulheres interessantes e peculiares e,o mais bonito disso,eram professoras de matemática na escola onde eu lecionava história:Magali,Dolurdes,Jo,Maria Laura e Rosana são ótimas amigas das quais tenho saudades até hoje.Convivíamos,fazíamos política sindical e também militávamos no mesmo partido político,ao menos isso posso afirmar sobre as 3 primeiras.Elas inventaram um evento que reunia o pessoal da área delas,era a "Paella da Matemática" mas eu era um intruso bem aceito e,pensavam carinhosamente em mim quando decidiam as sobremesas.
Pensar nisso e na matemática faz com que eu reflita no quanto os números estão em nossas vidas e são tantos os cálculos que é preciso pensar nas coisas mais ou menos assim:
As paixões progridem aritméticamente mas em muitos momentos de nossas vidas as decepções com outros seres tem progressão geométrica.As equações sobre o futuro podem ser simples como as de primeiro grau ou,mais elaboradas para fórmulas nas quais as vezes mais pode se converter em menos e,nem sempre encontramos nosso mínimo divisor comum mas,se procuramos as sequências lógicas a vida pode ter fórmulas de Pareto ou Fibonacci mas,mesmo assim,nossos afetos são como o Teorema de Fermat,ainda por ser desvendado e,não importa se somos cristãos,budistas ou agnósticos,estamos sempre em busca de respostas existenciais.
Mas posso afirmar que,conviver com aquelas mulheres me fez muito bem e com certeza ajudou a desmistificar os números para mim mas,ainda tenho meus tropeços e confesso,aqueles que me conhecem sabem,prefiro as respostas que admitem um "mais ou menos"porque assim,sempre existe margem para o debate,mas sim,os números podem nos levar a debates bastante interessantes e gostaria que os professores que tive gostassem da matemática,quem sabe eu tivesse me envolvido mais afetivamente com ela,como o fiz com a história...bons professores sempre ajudam.
Um comentário:
Querido Paulo
Obrigada pelo carinho das tuas palavras.Sinto muita saudades de ti e daquele tempo em que fazíamos a paella. Sinto saudades das minhas colegas, também.
Sobre a evolução geométrica das decepções que falaste, lembra que elas, as decepções, são diretamente proporcionais às espectativas que crias. Logo, uma boa análise das espectativas pode ajudar a não ter grandes decepções. Concordas?
Meu carinho e meu abraço.
Magali
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