sexta-feira, 20 de agosto de 2010

O senado e Nosso Senador

Esse ano duas vagas ao Senado Federal estão em disputa. O estado do Rio de Janeiro, desde a fusão na década de 1970, perdeu representatividade na medida em que ficou com três senadores quando antes, à época do estado da Guanabara, eram eleitos seis senadores, 3 pelo RJ e 3 pela Guanabara. A perda de representação, a eleição de senadores pouco comprometidos com os interesses do Rio de Janeiro, fez com que os cidadãos fluminenses pouco soubessem a respeito de sua representação na Câmara alta.
O Senado Federal seria a representação dos estados dentro do conceito de federalismo, o que inclusive é pouco efetivado e penso que devemos aprofundar os debates em torno dessa representação e de como ela é exercida. O trâmite de uma lei que se origina na Câmara dos deputados, segue ao Senado e se não sofre modificações, volta à Câmara para ser votada e depois sancionada pelo Presidente da República.
Ex-Governadores sentem especial atração pelo Senado. Basta relacionar alguns: Pedro Simon (RS), ACM(BA), Tasso Jereissati(CE),Álvado Dias (PR). Apenas para citar alguns de diferentes partidos e estados. Acredito que a experiência no Executivo seja importante para entender melhor como funciona aquela casa legislativa. Mas quando me refiro à passagem pela administração, vale tanto em nível de estado como também de município. As agruras de tentar viabilizar a gestão ensinam muito àquele que torna-se prefeito destinado à administração de problemas que se acumularam e os quais, muitas vezes, a população espera ver resolvidos como em um passe de mágica.
O ex prefeito de Nova Iguaçú, Lindberg Farias, governou um município problemático na Baixada Fluminense, foi reconduzido à prefeitura com 65% dos votos da população que deu a ele o aval de ter sido diligente e trabalhado em favor da maioria da população. Dos postulantes a vaga de senador, acredito que Lindberg Farias seja quem reúne mais qualidades para representar o Rio de Janeiro. Foi deputado competente e combativo. Amadureceu, não ficou na cidade do Rio em campanhas confortáveis. Elegeu um desafio e foi enfrentá-lo e o fez com garra e bastante trabalho. Acredito que Lindberg tenha uma noção mais clara do estado do que, por exemplo, alguém que se eterniza na assembléia legislativa e apenas atua como correia de transmissão das vontades do executivo, me preocupa eleger um senador que não tenha a mínima independência. Também fico inseguro em eleger pessoas cuja postura conservadora retarda votações de matérias importantes, como a do casamento entre pessoas do mesmo sexo. Precisamos de pessoas que sejam atuantes e comprometidas, mas que tenham independência, opinião e atitude. Baseado nessas premissas, votarei em Lindberg Farias e só não destino os dois votos a ele porque a legislação eleitoral proíbe.

Um comentário:

Priscilla disse...

Ótima análise! Concordo com vc, Lindberg é o mais preparado para assumir o senado do Rio. Seremos muito bem representados por ele.