Os candidatos se exibem na TV, falam de seus projetos e intenções e algumas expressões chamam a atenção do telespectador mais atento: coragem, honestidade, confiança, mudança, guerreira, balcão de negócios, ética, saúde e educação. Não importam os partidos ou os candidatos, mesmo aqueles que atuam em partidos oriundos da ditadura e alguns até anteriores a ela, chegam às eleições falando em mudança, progresso e oportunidade;
Além dessas questões também não deixa de ser sintomático os candidatos que falam em " fazer leis" defender os interesses do estado, proteger os cidadãos. Apresentam como diferencial aquilo que deve ser regra: honestidade, dedicação, competência e empenho. Deputados que concorrem a reeleição falam de leis que propuseram como algo que os torna diferentes: mas não é atribuição dos legisladores estaduais e federais propor, rever e aprovar leis?
Todos são corajosos arautos das mudanças. Muito curioso ver que além dessas figuras já conhecidas, também aparecem alguns cuja chamada eleitoral é algo bizarro do tipo: " meu marido você conhece, é o prefeito Tadim, agora é hora de você votar nimim(sic)", " pepe do posto, seu voto sem desgosto", " meu pai foi governador, ajude-me a continuar o trabalho dele", " não venda seu voto, dê ele para mim, honrarei o mandato até o fim" e todo dia surgem novas figuras.
Quando a lei eleitoral havia imposto uma proibição aos humoristas que não podiam ridicularizar candidatos nem partidos. Mas isso era na verdade uma não reconhecida proteção aos humoristas porque, com horários eleitoral, vira concorrência desleal.
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