As pessoas muitas vezes ficam em dúvida se devem ou não tornar públicas algumas de suas escolhas. Certa vez, conversando com um motorista de taxi comentei sobre futebol, falei do meu time, uma das vantagens de torcer pelo Internacional de Porto Alegre e ser morador do RJ, você não se vê envolvido nas paixões futebolísticas locais. Ele então me falou que nunca dizia qual o seu time favorito, nem o partido político e nem a religião porque nunca se sabe quais as preferências do passageiro. Com política muitas pessoas adotam a mesma postura daquele taxista.
Fiquei feliz em ver pessoas respeitáveis assinarem um manifesto Pró Dilma. Eric Neponuceno, Chico Buarque, dentre outros tantos. Assumem suas escolhas e sabem fundamentar as mesmas, algo que deve estar incomodando muita gente.
Votar na Dilma, resgatar o jingle " sem medo de ser feliz" e acreditar sim que a continuidade de um modelo que diminui as desigualdades, dá às pessoas direito de sonhar com um futuro melhor para seus filhos, ver senhoras de idade declarando que tem um neto na faculdade, o primeiro na família, e foi esse governo que tornou isso possível, isso é algo para ser dividido, esse orgulho. Ver o Brasil nas manchetes internacionais, não por questões de crise, violência ou corrupção, mas sim porque exerce uma liderança assertiva junto a outros países emergentes, por ser um país que está inserido em uma política externa independente, que conversa com árabes e judeus, vencer aquela síndrome que Roberto da Matta chamou: " Síndrome de vira-lata" e assumir nossa identidade, algo que o saudoso Darcy Ribeiro já dizia em " Viva o Povo Brasileiro".
Aqueles que se incomodam com nosso desenvolvimento, aos que se ressentem por não poderem contratar mão-de-obra a preços miseráveis, às elites que durante tanto tempo acumulavam bens às custas da miséria alheia mas, onde o sentimento de intolerância e a sensação de desconforto me parece mais intensa é na classe média. As diferenças de ter: carro, casa própria, filhos em universidades,carnes diversas,telefone celular,televisão de plasma, forno de microndas,eletrodomésticos de última geração. Hoje um gari, uma empregada doméstica, um garçom, uma manicure, um motorista de taxi entre tantas profissões dignas mas sub valorizadas e discriminadas, todos podem ter essas mesmas coisas e dizem, como me falou um taxista recentemente:" quando antes eu podia comprar azeite de oliva, arroz do bom, em promoção no mercado?Vou votar na Dilma, minha família come melhor, e tenho um filho que tá fazendo faculdade".
Hora de ir pra rua, falar co m as pessoas, assumir seu voto. VOTO DILMA!
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