A campanha eleitoral e as coisas que foram trazidas me despertaram algumas dúvidas. Quando a campanha de Serra perguntou onde Dilma Rousseff estava na época da campanha pelas Diretas Já, ela estava em Porto Alegre mas não era uma liderança expressiva assim para ganhar destaque. Também falaram sobre terrorismo, assaltos. Sim, Dilma teve envolvimento com organizações que foram para a luta armada. Em um dos episódios, que não era chamado de assalto pois não tratava-se de um roubo comum, mas sim uma Expropriação. Era o dinheiro do banco, não das pessoas, roubaram o cofre que o ex-governador de SP Adhemar de Barros mantinha na casa de sua amante, no qual havia, dizem, em torno de um milhão de dólares.. Convém que as pessoas leiam " O que é isso Companheiro?" de Fernando Gabeira, e também: " Os Carbonários: memórias de uma guerrilha perdida", de Alfredo Sirkis. Curiosamente esses dois senhores, hoje no PV, apoiaram José Serra no segundo turno dessas eleições. Dentre as pessoas às quais recomendo essas leituras está a ex vereadora pelo PPS de SP, Soninha Francine.
O candidato José Serra foi presidente da UNE, após o golpe no Brasil ele exilou-se no Chile porque aqui sua segurança estaria comprometida. O país andino sofreu um violentíssimo golpe militar orquestrado a partir dos EUA. Houve perseguição a exilados políticos de outros países que estavam no Chile, o que é muito bem descrito por Alfredo Sirkys em seu livro " Roleta Chilena", e Sirkys vivenciou esse problema de perto.
José Serra havia se casado com Mônica Allende, mesmo sobrenome do presidente morto pelos militares liderados por Pinochet no assalto ao palácio " La Moneda". E com tudo isso, estando os EUA sob o governo de Richard Nixon, com essa biografia Serra conseguiu ser aceito pelas autoridades Norte Americanas. No mínimo acho isso estranho, ao menos até que consiga algumas respostas mais convincentes....
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