sábado, 19 de março de 2011

World War 3 ( 2012 ) : The Horrors

E o povo líbio agora vive cenas semelhantes,exposto aos ataques iniciados no dia de hoje, com caças franceses e navios norte americanos lançando bombas sobre seu território. Acusaram o presidente da Líbia de bombardear civis, o Conselho de Segurança da ONU autorizou uma "zona de exclusão aérea", não sabia que essa expressão era também um eufemismo para justificar ataques que em geral penalizam muitos mais a população civil. Trata-se de um país soberano que agora pode revidar e muitos dirão que tais atrocidades visam o bem do povo de um país governado por um tirano que, faz 42 anos governa a Líbia. Curiosa essa seleção de inimigos e "ditadores" porque até pouco tempo os governantes do Egito e da Tunísia eram aliados do Ocidente e só quando não foi mais possível manter os mesmos no poder, que "consentiram" com as revoltas e mesmo assim pretenderam dar a elas uma conotação distinta, suavizaram os efeitos. O mundo não pode simplesmente assistir esse ato de agressão injustificada, as armas de destruição em massa do Iraque até hoje não apareceram.

sexta-feira, 11 de março de 2011

Revoltas Árabes e Política Internacional

A União Européia declarou faz pouco(20:45 horas em Brasília) que não reconhece mais a autoridade de Kadaffi e passa a ter nos rebeldes os interlocutores oficiais. A medida não deixa de ser, em minha opinião, precipitada. Kadaffi ainda é o presidente da Líbia, mesmo que seu governo não seja nenhuma democracia, como não era o governo de Saddam Hussein ou o ex presidente da Tunísia. Precipitam ou tentam forçar a queda do governante líbio mas é curioso ver que são atos e apoios escolhidos. Ninguém mais fala da ditadura militar em Mianmar, talvez porque a China, que também ocupa o Tibet, demonstre sua contrariedade quando outros opinam sobre o seu quintal. Como não é bom, econômica nem militarmente, ter a China como inimiga, deixam tudo em paz...
A política internacional tem essa flexibilidade curiosa que envolva escolhas e apoios. Não apenas os EUA, mas também a União Européia e mesmo países da América do Sul, especialmente o Brasil, tomam a postura que julgam mais adequada aos seus interesses. O fim da Guerra Fria não impõe mais um alinhamento "automático" como foi no passado. Embora a imprensa muitas vezes apenas reproduza o que interessa aos " donos do poder " e seus "patrões ou sócios" e isso produz muitas críticas, como foi o caso de nossa aproximação com o Irã, ou a Venezuela de Chaves. Mas isso faz parte de uma política externa independente que a liderança de Celso Amorim soube conduzir e espero sinceramente, Antonio Patriota saiba conservar, sem medo dos críticos de plantão que, por suas preferências só consentiriam que tivéssemos embaixadas em Londres, Tóquio, Washington,Roma e Paris. E o mundo é mesmo muito maior do que isso, nossas relações comerciais que se dinamizaram com o mundo árabe, com o Leste Europeu, Pequim, tudo isso tem produzido resultados importantes em nossa economia, hoje não há mais espaço para esses patrulhamentos de "esquerda e direita" como se fosse a marcha cadenciada de cadetes num quartel.

Depois do Carnaval

A Beija Flor foi campeã com um enredo sobre Roberto Carlos. Uma homenagem bonita porque a pessoa usufrui em vida e creio que deve ser uma enorme emoção estar na avenida tendo sua história contada de uma forma tão poética. Há de se lembrar que em 1987 a Unidos do Cabuçú apresentou enredo com o mesmo tema mas naquela oportunidade não logrou ir além de um sétimo lugar...
O carnaval tem seu aspecto popular, o apelo romântico dos barracões, pessoas apaixonadas trabalhando incansavelmente para que tudo aconteça da melhor maneira. Mas também não de pode deixar de entender essa megafesta como um grande negócio. Carnavalescos são disputados, recebem propostas de trabalho atraentes e mudam de agremiação. As Raínhas de bateria, antes escolhida dentre as moças da comunidade, hoje são celebridades do meio artístico e algumas vezes chegam a "contribuir" com a escola para poderem ocupar o posto e ganhar uma visibilidade, mesmo que por apenas um tempo de desfile.
Os jurados são escolhidos pela Liga Independente das Escolas de Samba, uma organização que tem administrado a festa de maneira competente, mesmo que muitos de nós possamos questionar determinadas escolhas e atitudes, em termos gerais, a LIESA faz um bom trabalho. Não vou tecer considerações sobre a notória presença de contraventores na organização do carnaval porque nesse quesito, os considero Mecenas e a festa não teria se perpetuado sem a contribuição desses senhores. Moralismos hipócritas de nada servem quando a Cultura é beneficiada e ninguém sai prejudicado.
As opiniões se dividem após o resultado da última quarta feira. Os apaixonados por suas escolas criticam os jurados mas também existem aqueles, como eu, que não possuem uma "paixão de escola" semelhante àquelas que temos por clubes de futebol, que assistem os desfiles e julgam por critérios como : enredo, alegorias, fantasias, não tenho capacidade musical para julgar bateria e outros aspectos mais tecnicos. De toda forma, pelos meus quesitos e os de alguns amigos mais afeitos às coisas do Carnaval Carioca, a Unidos da Tijuca merecia o título e a Vila Isabel teve desempenho melhor que o da Mangueira e ainda, o Salgueiro, mesmo tendo se demorado alem do tempo regulamentar, fez um belíssimo desfile.
Campeã Moral, Campeã do Povo, isso creio que a Unidos da Tijuca pode dizer que é: campeã dos corações.